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Instituição de acolhimento de crianças em risco no Seixal

Pede ajuda para ultrapassar crise financeira 

     Lisboa, 13 Nov (Lusa) - Uma instituição de solidariedade que acolhe140 crianças e jovens em risco, no Seixal, lançou hoje um pedido de ajudaà sociedade civil devido a uma crise financeira que pode comprometer a continuidadede algumas valências. 

    A Cooperativa "Pelo sonho é que vamos" acompanha crianças desprotegidase respectivas famílias através de cinco valências: a creche familiar, acreche "Sonho Azul", o Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco"Janela Aberta", o Lar de Jovens e a Casa Abrigo para mulheres vitimas deviolência doméstica e respectivos filhos. 

Nidia Abreu, directora da Cooperativa, explicou à agência Lusa que oprojecto, nascido em 1997 e que atende 141 crianças e jovens e suas famílias,está agora a atravessar uma crise financeira que coloca constrangimentosao seu funcionamento.

O funcionamento das cinco valências da cooperativa, adiantou Nídia Abreu,é garantido por cerca de 50 funcionários que custam à instituição uma médiade 43 mil euros em salários. 

     Além dos apoios da segurança social e da autarquia a instituição vivetambém com o apoio de particulares, que entretanto tem vindo a diminuir.

  A esta instituição, explicou, chegam diariamente pedidos para acolhimentode crianças no Centro de Acolhimento Temporário "Janela Aberta" (o únicono concelho do Seixal), para a Casa abrigo (a mais recente valência da instituição)e para o lar de Jovens. 

    O Centro de Acolhimento Temporário "Janela Aberta" tem como objectivoacolher temporariamente crianças em situação de risco, dos 0 aos 12 anos,e criar redes e políticas de emergência à família. 

    Esta resposta social, que tem como parceiros a autarquia, a Junta deFreguesia de Arrentela, o Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal,o Serviço de Acção Social do Seixal, o Hospital Garcia de Orta e a Comissãode Protecção de Crianças e Jovens do Seixal, tem capacidade para acolher12 crianças.  Contudo, adiantou, actualmente tem a seu cargo um total de 16 crianças,recebendo pedidos diários de concelhos limítrofes. 

  O aumento do número de utentes que recorrem à instituição e a quebrade algumas ajudas económicas através de mecenas particulares colocou agoraa instituição numa situação difícil, pelo a organização decidiu lançar umapelo á sociedade civil para ajudar a manter o projecto. 

    "Necessitamos sobretudo de bens alimentares, produtos de higiene parabebes assim como de material pré-escolar e escolar", referiu. 

  Na sequência deste apelo, o Cordão de Amizade (grupo de funcionáriosda Rádio Renascença que presta serviço voluntário) e a agência Lusa decidiramavançar com uma campanha de solidariedade para angariar fundos e bens essenciaispara a instituição intitulada "Vamos manter a Janela Aberta". 

   Com esta campanha, hoje lançada, a directora da cooperativa espera conseguirultrapassar a situação económica para que a preocupação da instituição secentre exclusivamente no atendimento condigno das crianças e jovens. 

    GC. 

    Lusa/fim 

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